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PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES CONTRATAÇÕES
Organizações menores são as que mais contratam e geram novas vagas
Depois de 18 anos trabalhando em uma multinacional brasileira, o gerente de vendas Francisco Moraes, 53 anos, aceitou o desafio de trocar o status de fazer parte do quadro funcional de uma grande corporação para acompanhar o crescimento de uma organização de médio porte.
– Quando recebi a proposta de assumir uma empresa menor encarei a situação como um estímulo para a minha carreira. No local em que eu trabalhava, sentia que o meu trabalho se dissipava em meio aos outros e que eu era apenas mais um, era um número. Aqui, sou conhecido pelo nome – explica Moraes.
O executivo faz parte de um grupo que cresce a cada dia: os contratados por empresas de pequeno e médio porte. Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, até 2020, mantida a expectativa de expansão econômica, as menores empresas do país poderão ser responsáveis pela abertura de 11 milhões de novas vagas de emprego.
De acordo com o estudo, os pequenos empreendimentos com menos de 10 funcionários foram os responsáveis por 55% dos postos de trabalho abertos no país entre 1989 e 2008.
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Rafael Souto, diretor executivo da Produtive – Outplacement e Planejamento de Carreira, observa que as empresas menores estão entrando em fase de profissionalização.
– Em 1995, as contratações de pessoal qualificado eram de 70% em empresas médias e grandes e de 30% nas pequenas. Hoje percebemos que 45% das efetivações ocorrem em empresas menores – aponta Souto.
Para Luiz Eduardo Loureiro Neves, sócio da consultoria empresarial Monteiro e Associados, nem sempre o ideal é começar a carreira entrando direto em uma multinacional. Funcionários empenhados podem encontrar em organizações menores oportunidades de crescer de forma mais rápida, além de agregar valor para a empresa.
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Existem empresas de menor porte que oferecem ótimas condições de trabalho. Mas há pessoas que dão mais valor ao status do que ao crescimento – constata Neves.
Também é recomendável unir a personalidade de cada um ao perfil do negócio. Indivíduos sem ambição de liderança e com facilidade de se relacionar, segundo Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho, identificam-se mais com companhias de renome. Já pessoas mais dinâmicas e que assumem posição firme terão mais oportunidades nas pequenas.
MARIA AMÉLIA VARGAS
maria.amelia@zerohora.com.br |